domingo, 13 de dezembro de 2009

GERALDO CHAVES DE LIMA


SARGENTO GERALDO CHAVES DE LIMA, natural de Francisco Dantas-RN, nascido a 15 de novembro de 1962, filho de Fernando da Silveira Chaves e de Francisca Chaves de Lima. Desde de criança assumiu a responsabilidade pela manutenção da casa de sua mãe, pois seu pai teve que ausentar-se, por um longo período, e Geraldo Margela era o único filho homem do casal. Ainda muito jovem precisou abandonar sua terra natal, em busca de melhores oportunidades. Na capital, logo veio a se interessar pela vida militar, tendo servido às Forças Armadas, no 3º Corpo de Fuzileiros Navais. Em 1983, ingressou na gloriosa e amada Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte, na condição de soldado PM, onde mais tarde foi promovido a graduação de Cabo PM. Nessa graduação assumiu a função de comandante de destacamento de algumas cidades, dentre elas a sua querida e amada Francisco Dantas. No mês de dezembro de 1999 foi promovido a graduação de 3º sargento PM. Sempre trabalhando com dignidade e muito respeito para com os outros; apesar da função espinhosa que exercia, conquistou a administração dos companheiros de farda e da população. Por onde passou construiu muitas amizades, o que o crendenciou para o mundo da política, onde ingressou no ano de 1996, atendendo a um pedido do ex-prefeito Antonio Carlos Dantas de Medeiros (Cajazeiras-PB, 19/02/1944), que necessitava de um candidato a vice-prefeito, que tivesse peso eleitoral, já que o então candidato a vice na sua chapa havia desistido de disputar o pleito (Antonio Lopes do Rêgo). Geraldo Margela era o tipo ideal para preencher a vaga, pois era de família grande e tradicional, apesar de nunca ter ocupado nenhum cargo eletivo, o que o isentava de qualquer desgaste político. Muito mais que coadjuvante, a sua entrada na chapa de oposição deu mais credibilidade a esta, e permitiu a Carlito ter acesso a muitos que dificilmente votariam nele. Na campanha de 1996, como já vimos atrás, Carlito Meireles perdeu, mas para Geraldo Margela, foi uma escola de vida. Apaixonou-se pela política, conheceu novos amigos e passou a militar nos quadros da oposição no município de Francisco Dantas. Após a eleição de 6 de outubro de 1996, o candidato a prefeito derrotado se retirou para a capital do estado e o ex-candidato a vice-prefeito, o Cabo PM Geraldo Margela, ficou no campo, segurando o povo, levando pessoas para fazer consultas, preenchendo o vazio deixado pela nova administração, que deixava muito a desejar em todos os aspectos. Margela deu uma expressiva votação a seu candidato a deputado estadual, Raimundo Nonato Fernandes Pessoa, o “Raimundo Bigodão” (São Miguel, 11/07/1942, filho de Hesíquio Fernandes de Sá, natural de São Miguel, nascido em 12 de fevereiro de 1928, filho de Antônio Felipe Fernandes e de Maria Leodona Fernandes), no pleito de 3 de outubro de 1998 e, como gratificação pelo seu bom desempenho, recebeu de Raimundo Bigodão um veículo do tipo ambulância, para atender à comunidade, já que as duas existentes na Prefeitura só realizavam atendimentos a uns poucos afortunados. No ano de 1999, com a condenação do então prefeito Epifânio Silvino Monte (Tenente Ananias, 21/04/1954), no TSE por Corrupção Eleitoral, Margela, com a ajuda de seu cunhado Joaquim Neres iniciou uma peregrinação em busca do cumprimento da lei, e que o prefeito condenado fosse afastado do cargo. Esta atitude de Margela conquistou a simpatia do vice-prefeito Alano JACIGUARA DANTAS DE ALENCAR MARTINS (Mossoró-RN, 26 de dezembro de 1969, autor do livro HISTÓRIA DO MUNICÍPIO DE FRANCISCO DANTAS – Aspectos históricos, geográficos e sociais - impreeso pela Gráfica Sul - 2001, que já havia rompido com o prefeito desde antes da própria posse, em virtude da quebra de compromisso feita por Epifânio, logo ao se eleger. Esta aproximação entre Margela e Jaciguara foi facilitada pelo fato de o vereador Kassandro Galeno Dantas de Alencar Martins, irmão do vice-prefeito, desde a campanha de 1998, já ter trabalhado em conjunto com Margella, sendo o único vereador eleito em 1996, que fez oposição sistemática ao governo municipal durante os quatro anos deste. A aliança entre as forças de oposição ao governo municipal foi coroada de êxito, desde seu início, pois no ano de 2000, o Tribunal Regional Eleitoral, atendendo a pedidos, decretou uma revisão eleitoral no município de Francisco Dantas, o que foi fundamental para derrotar a chapa governista, uma vez já que foram excluídos mais de 600 eleitores, quase todos, gente de outros municípios, que nada tinham a ver com os de Francisco Dantas, mas que decidiam o futuro do povo de Tesoura.

A eleição que se seguiu à revisão, foi uma queda de braço entre o Poder do dinheiro e a vontade de mudança da população. Enquanto o prefeito, nas suas movimentações, esbanjava dinheiro, amparado por uma superestrutura, às movimentações da oposição eram caracterizadas por um espírito de companheirismo, dificilmente visto em campanhas políticas, pois quase tudo era doação da própria comunidade, que efetivamente carregou os candidatos nas costas. Durante quase toda a campanha, o prefeito municipal fez campanha com os direitos políticos suspensos, se dizendo candidato, mantendo uma farsa, à custa de medidas judiciais, em diversas instâncias do poder judiciário, sustentado por um verdadeiro batalhão de advogados. A situação foi efetivamente definida à trinta dias da eleição, quando saiu uma definição da morosa Justiça. O prefeito condenado por corrupção, finalmente reconheceu a derrota jurídica, divulgando candidato Gilson Dias, o qual vinha sendo preparado, há vários anos, para ser o sucessor do então prefeito. Gilson Dias, homem de confiança do prefeito Epifânio, deste fazendo-se, às vezes, de secretário particular e amigo pessoal o qual rezava na mesma cartilha, tinha como vantagem em relação a outrem o fato de não ter ocupado nenhum cargo eletivo e, em virtude disto, não está desgastado junto à população, além de ter numerosa família no município. Isto tudo somando a uma máquina azeitada pelo dinheiro público veio a tornar a disputa acirrada. Foram usados todos os métodos sórdidos de fazer política, para que o candidato da situação não fosse derrotado, desde reformas de casa até um verdadeiro trem da alegria de empregos foi efetivado, quando foram preenchidos dezenas de cargos de confiança, e criadas as formas de gratificações em busca do voto. O dinheiro correu fartamente, mas o bom senso da população prevaleceu, de maneira que Geraldo Margela e Jaciguara Dantas foram eleitos prefeito e vice-prefeito respectivamente no dia 1º de outubro de 2000, por uma pequena, mas decisiva maioria, de 33 votos, Aqueles que acreditaram no prefeito e embarcaram no trem da alegria dos empregos, ficaram na mão na primeira parada, foram todos sumariamente exonerados no mesmo dia 1º de outubro.

A primeira administração do Cabo Geraldo Margela teve início no dia 1º de janeiro de 2001 e terminou em 31 de dezembro de 2004. Em 3 de outubro de 2004, Geraldo Margela foi reeleito, dessa vez com um novo companheiro de chapa, na pessoa de FRANCISCO HIPOLITO PEREIRA. Sua segunda administração iniciou-se em 1º de janeiro de 2005 e terminará em 31 de dezembro de 2008.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Quem sou eu

Minha foto
SOU O STRR PMRN JOTA MARIA, NASCIDO NA CIDADE DE MOSSORÓ-RN.AQUI OS OESTANOS VÃO CONHECER A HISTÓRIA DOS MUNICÍPIOS DA MESORREGIÃO . OESTE POTIGUAR. TENHO O MAIOR ORGULHO DE SER MOSSOROENSE E OESTANO DO RIO GRANDE DO NORTE. SOU SOU TORCEDOR DO BARAÚNAS, O MAIS QUERIDO DE MOSSORÓ E INTERIOR DO RIO GRANDE DO NORTE

Minha lista de blogs